FRETE FIXO PARA TODO O BRASIL R$20,00 RASTREADO

Aline Antiqueira e Dora Rodrigues moendo as pernas

13 de nov de 2019 - Miguel Chain Nenhum comentário

Publicado em Treinamento

Os resultados em seu físico estão diretamente ligados à intensidade que você impõe ao seu treino. Um treino de verdade – que vai gerar resultados – não é confortável, vai doer, vai queimar, sua visão vai ficar embaçado por um tempo, talvez você tenha ânsia de vômito – e provavelmente você até irá vomitar.

A maioria das pessoas evita isso.

A capacidade de um treinador ou parceiro de treino de nos colocar em um treino de alta intensidade é vital para atingirmos nossos objetivos. O treinador tem que ser exigente, não pode ser muito piedoso, mas tem que ser bom o suficiente para saber até onde puxar o atleta para que se atinja altíssima intensidade com segurança e sem riscos de lesão.

O que acontece quando temos uma treinadora exigente, meio louca e que puxa os atletas ao limite e traz a dor (dor boa, do treino) para a sua vida? O que acontece quando juntamos nessa equação uma atleta mais louca ainda, que não foge da luta, que geralmente treina até ultrapassar todos os seu limites e abraça a dor dos treinos com toda dedicação possível?

O que acontece quando as duas resolvem treinar juntas?

Um treino Histórico!

Aline Antiqueira é a treinadora que está habituada a ser a carrasca de vários atletas. Em sua lista de vítimas estão nomes de peso como James Bondi, Bruno Divino e Matheus Donaire. Há quem diga que ela já fez o Donaire chorar algumas vezes.

Dessa vez, ela irá treinar com Dora Rodrigues, atleta Figure Pro com uma carreira cheia de títulos e vitórias. E nesse treino, Dora foi mais esperta. “Vamos treinar com meus métodos e vamos treinar juntas!”

Aline não foge da raia e aceita o desafio. “Vai ser uma honra para mim, mas a Dora vai ter que se matar junto comigo. Vamos nos lascar juntas!” diz Aline cheia de confiança.

Aquecimento

O ritual Pré-Treino das duas foi o mesmo. Elas usaram doses grandes de Mr Veinz, que é um potente Vasodilatador e volumizador celular juntamente com ATP Force, produto à base de creatina, taurina e betaína e Dr Feaar – composto por 9 aminoácidos essenciais.

Agora que estão abastecidas, as meninas vão se aquecer. Agachamento livre sem peso nenhum. Somente para aquecer as articulações e avisar para o corpo que vem chumbo pela frente.

Após algumas séries de aquecimento com 40 quilos no agachamento livre, elas carregam a barra com 90 quilos e começam o treino.

Dora dá as diretrizes do movimento: “Concentrada, pisa no calcanhar para pegar mais o glúteo e dá uma explodida na subida.” A excêntrica deve ser feita controladamente, descendo devagar e colocando ênfase para que se empurre com os calcanhares. A subida deve ser feita de forma explosiva. Isso ajuda a recrutar mais unidades motoras e mais fibras de contração rápida – que têm um potencial de hipertrofia maior.

A série seguinte foi feita com 100 quilos e uma intensidade fora do comum. Elas fizeram em torno de 10 repetições. . Não dá pra imaginá-las fazendo uma série com mais peso. Mas elas colocaram mais peso. 110 quilos agora.

Elas fizeram, quase morreram, mas fizeram. Cerca de 10 agonizantes repetiçoes cada uma. É por isso que o agachamento é considerado o rei dos exercícios. Não é fácil. E a maioria das pessoas já estaria acabada a essa altura com essa intensidade e carga.

Era hora do Leg-Press

Dora Rodrigues diz que a intenção nesse movimento continua sendo colocar a muita ênfase no calcanhar, para pegar glúteo e também fazer fazer força com a parte externa do pé. Isso ajuda a evitar que os joelhos se movam na direção um do outro (chamado de Valgo Dinâmico), o que acabaria tirando bastante da ativação do Glúteo.

Elas começam com 160 kgs. É difícil medir a carga efetiva de um leg-press. Existem diferentes fabricantes, com diferentes modelos – inclinações variada, sistemas de rolamentos diferentes etc. Então, 160kgs em determinado leg-press pode ser desde bem pesado até bem leve.

Aqui elas fizeram diversas séries mais longas. Sempre descendo bem, até os joelhos quase tocarem o peito, mas sem estender completamente as pernas no final.

Ao mesmo tempo que Aline se espantava com a força de Dora, ela não conseguia sair do papel de treinadora e boa parceira de treinos enquanto a incentivava a realizar algumas repetições forçadas:

“Se precisar eu ajudo a subir, Dora. Sem mão, Sem mão!” Alertava Aline – para a que a Dora não empurrasse as pernas com as mãos para ajudar. A essa altura, já tinhamos 200kgs no leg-press.

Com 220 kgs já era possível notar que as séries eram cada vez mais intensas e dolorosas. Cada repetição precisava de um esforço muito grande para ser realizada. Após atingir supostamente seu limite na série, Aline leva as mãos até as manoplas para travar a máquina. Dora dá um tapa na mão dela. “MAIS DUAS!”

Ela solta um grito e tirar duas repetições do fundo da alma e tenta travar a máquina. Leva mais um tapa na mão. “Mais uma e acabou!” ordena Dora.

Após o final de mais uma série, Aline tenta recuperar o fôlego enquanto diz que não tem dinheiro que pague poder treinar com alguém que te impulsione e puxe ao limite.

O próximo, por favor

O próximo exercício escolhido por Dora é o afundo na máquina Smith, realizado non stop. Ou seja, ela faz uma série com a perna esquerda à frente, sem descanso já faz uma série com a perna direita à frente, sem descanso faz uma série com a perna esquerda à frente e assim por diante até que sejam feitas 3 séries com cada perna à frente.

Esse exercício é mais um teste mental e psicológico do que físico. Saber que você vai enfrentar seis séries de um exercício bem difícil sem ter nenhum intervalo pode esmagar sua mente. Mas acredite, esse tipo de exercício te deixa mais forte psicologicamente e muda sua maneira de encarar o treino de pernas – com o passar do tempo ele te deixa sem medo. Ele te faz sentir insuperável.

Logo ao final de suas séries, Dora desaba no chão e, enquanto luta para conseguir um pouco de oxigênio ela vomita. É uma intensidade incrível e que me fez ter vontade de parar tudo e ir treinar.

É a vez da Aline.

Enquanto Dora tenta se recompor ao fundo, Aline luta para simplesmente conseguir completar a série. A essa altura o cansaço mental, fadiga física e acúmulo de ácido Lático são tamanhos que somente uma pessoa muito forte poderia completar essa série. E ela é valente até o final.

E ela também desaba no final da série. “Estou lutando para me manter viva”, diz.

Para que elas possam se recuperar e continuar o treino, algumas séries de cadeira abdutora são realizadas. Não foram séries fáceis, mas esse é um exercício que tem pouca exigência do sistema nervoso central, cardiorrespiratório e muscular. Isso as deixou prontas para o próximo exercício.

Passada para o Paraíso

Dora olha para a câmera e diz: “Agora vamos fazer uma passadinha!”, toda sorridente.

Aline, a essa altura conformada com a personalidade sádica de Dora, responde: “Só se for passada para o céu, ou inferno. Fazer a passagem para o celestial. Por que tá só o pó…”

E lá vão elas.

As duas continuam fazendo passadas segurando um par de halteres durante incontáveis séries. Sempre uma motivando a outra. Sempre com uma cobrando a outra. No final, sem energia para mais nada, elas simplesmente desabam.

Conclusão

Quando duas atletas de alto nível se juntam com uma mentalidade totalmente voltada para um treino intenso, coisas fantásticas podem acontecer. A maior lição aprendida hoje é que as mulheres podem e devem treinar pesado – isso vai ajudá-las a construir mais músculo, queimar mais gordura e conquistar uma autoconfiança e autoestima muito maiores.

Sobre o autor
Miguel Chain

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

Assine nossa news e fique por dentro das novidades.